Ainda sobre a Conferência Nacional da Rapariga: Meninas vindas das províncias do centro e norde Moçambique pede projectos de combate aos casamentos prematuros para os distritos

A preocupação já apresentada nas primeiras intervenções  foi enraizada na última parte do dia de debates sobre o que pode ser feito para que a protecção dos direitos humanos das raparigas sejam protegidos.

Durante esta intervenção a representante da Universidade A Politécnica, a Psicóloga referiu que as raparigas não são responsáveis nem são culpadas pela violação que sofrer. Pois segunda a interlocutor a, não é a saia curta que viola a menina e sim o agressor.
Numa outra intervenção uma Rapariga de 13 anos aprofundou o papel dos mídias e das rádios comunitárias para que transmitam programas de e para crianças em horários diurnos e que não gastem maior tempo com brincadeiras e colocar os programas de rádio para menores nos horários nocturnos. "As redes sociais são um bem ou devriam", afirmam as raparigas, justificando que muitos jovens e adolescentes gastam muito tempo nas redes sociais partilhando a fotos sem informação válida e que ao contrário poderiam postar conteúdo sobre saúde sexual e reprodutiva e direitos.
Firosa Zacarias em representação do FORCOM, disse sentir-se satisfeita pela forma como mencionaram os participantes sobre as rádios comunitárias, mas também está preocupada no tocante a programação de como foi referido que gasta-se mais tempo em programação de entretenimento os da criança de noite. Firosa Zacarias frisou ainda que as rádios comunitárias são as que mais se destacam na emissão de programas nas línguas nacionais e que a cobrança antes citada de uma rádio comunitária para um programa de adolescentes merece uma atenção especial e vai investigar para se inteirar e depois trazer respostas às meninas. Para finalizar as intervenções da última sessão, os painelistas forma mais longe ao afirmar que há necessidade de as comunidades  as meninas e os governantes encontrem uma solução para que não se transfira uma rapariga em detrimento de uma gravidez para o curso nocturno. "Há uma necessidade maior de se sensibilizar os educadores a se distanciar das adolescentes e não haver justificação de elas usarem saias curtas" esclareceu o Vice-ministro do Gênero, Criança e Acção Social, Lucas Mandraze.
Graça Machel, esclareceu que nas comunidades e em particular nas zonas rurais não há conversa nem debates nestas áreas sobre a informação que é difundida. "Em relação às meninas, ainda tem dificuldade de falar abertamente com os seus pais. Digam-me como querem que nós possamos contribuir para que ultrapassem os essas dificuldades. É preciso falar com os papás com muito respeito e dizer que não quero me casar.
Em representação do CECAP, BENILDE NHALIVILO, disse que a coligação já está a trabalhar com os líderes comunitários e que há uma equipe que está a anotar tudo que as províncias apresentam para que sejam resolvidos estes constrangimentos.


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