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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Português preso por ajudar iranianos a comprar tecnologia de forma ilegal


O engenheiro João Pedro da Fonseca foi hoje condenado a 20 meses de prisão nos Estados Unidos por ter conspirado para entregar tecnologia americana a iranianos de forma ilegal.


João da Fonseca desrespeitou a lei dos EUA participando num esquema para exportar bens, tecnologia e serviços para o Irão. A sua condenação e pena de prisão mostra que existem consequências sérias para aqueles que contornam e violam as leis que garantem a segurança nacional, a política externa e economia dos EUA", disse em comunicado o procurador Channing D. Phillips. Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, Fonseca participou "num esquema em que conspirou para ajudar uma empresa iraniana a obter de forma ilegal equipamento sofisticado de duas empresas americanas", defraudando o Estado norte-americano.
O engenheiro português, de 55 anos, tinha confessado os crimes e chegado a acordo com os procuradores americanos a 17 de julho, o dia em que o seu julgamento deveria começar.

Se fosse para julgamento, o português arriscava uma pena de até cinco anos de prisão e multas financeiras. O engenheiro será deportado para Portugal no final da pena.
As autoridades americanas garantem que o esquema aconteceu entre outubro de 2014 e abril de 2016 e envolveu duas empresas americanas que produzem tecnologia relacionada com lentes óticas e sistemas de navegação, equipamento que tem usos comerciais e militares e que não pode ser vendido para o Irão devido a um embargo.
O português confessou que representava uma empresa portuguesa que estava a comprar as máquinas e depois as entregaria no Irão. O seu papel no esquema era viajar até aos EUA, aprender a usar o equipamento e mantê-lo até ao seu envio para o Irão.

Fonseca viajou para os EUA, pela primeira vez, em outubro de 2015 e regressou em março de 2016, altura em que foi detido pelas autoridades, que impediram o envio do equipamento para o Irão.

"Esta sentença é resultado de um grande trabalho de investigação dos nossos agentes especiais em conjuntos com outros parceiros de segurança e do governo, locais e estrangeiros. A exportação de bens americanos para países que prejudicam a nossa segurança nacional é prejudicial e não será tolerada", disse em comunicado um dos investigadores do caso, David Shaw.


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