“As nossas praias não podem ser praias de sangue”

O Comandante da PRM-Cidade de Maputo, Adjunto do Comissário da Polícia Bernardino Rafael, apelou aos munícipes a não usarem as praias para se tirarem a vida, mas sim para desfrutar do bem que estas oferecem.

Este apelo surge na sequência de ao longo dos primeiros nove meses deste ano, os nadadores-salvadores do Ramo da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial terem socorrido 07 pessoas, todas do sexo feminino, que tentavam tirar a sua própria vida, como forma de resolução de seus problemas sociais. “Nós queremos pedir, cada vez mais, a todos os munícipes que não considerem as nossas praias como sendo centros de resolução dos conflitos sociais. Foram jovens que quiseram suicidar-se, e nós recomendamos a eles que todo e qualquer problema familiar deve terminar em diálogo, e não suicídio”, disse Bernardino, nesta Segunda-feira, 09 de Outubro corrente, na praia da Costa do Sol, durante o encerramento de mais um curso de nadadores-salvadores da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial. “As nossas praias são gloriosas e não podem ser praias de mortes”, disse ainda, apelando a toda a
sociedade, no sentido de velar pela juventude na transmissão de conhecimentos em relação a problemas sociais contemporâneos. Para além desses casos, a Polícia interveio em mais 17 banhistas que se encontravam em perigo de vida, totalizando 24 intervenções. Desse número, a PRM lamenta a morte de quatro (04) pessoas, uma vez que a sua missão é salvar vidas. Segundo o Comandante da cidade, essas mortes podiam ter sido evitadas se os banhistas respeitassem as orientações que são difundidas, tanto oralmente através dos agentes, como em linguagem não verbal ao longo da costa. “Voltamos, mais uma vez, a reiterar que os banhistas quando estão presentes aqui, não se podem fazer presentes às águas enquanto tiverem consumido álcool ou aqueles alimentos cuja digestão leva muito tempo, pois é muito difícil salvá-los nestas condições, por mais que os reboquemos com vida para o continente”, disse. Durante a leitura da mensagem que representa o sentimento dos 11 nadadores, sendo 07 do Ramo da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial, e 04 do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), os formandos comprometeram-se a dar o melhor de si, em qualquer circunstância, de modo a salvar vidas, aliando os conhecimentos técnicos que foram nutrindo durante os 3 meses de formação. De forma singular, Nelson Manga disse  ao “Semanário do Agente” que “faça calor, faça frio, mau ou bom tempo, todos os dias fazemo-nos à praia com a missão de salvar vidas humanas em situação de perigo nas nossas praias”. Questionado se a sua tarefa era só ao longo da costa, Manga destacou as palestras como parte do quotidiano do seu trabalho. As mesmas são realizadas nas escolas que se localizam perto das praias, uma vez que há alunos que, beneficiados pela localização da sua escola, fazem-se à praia com frequência para mergulhos. “Tratando-se, muitas vezes, de menores, há que se ter uma atenção redobrada, por isso optamos por fazer essas palestras, também como forma de sensibilizar sobre os perigos de se fazerem às águas sem saber mergulhar, e nem estar na companhia de um adulto para o devido controlo”, explicou o nosso entrevistado. Uma vez que a PRM aposta da na qualificação dos seus membros, de modo a recordá-los, sempre, que a sua missão é servir cada vez melhor ao Estado moçambicano, para além do curso de nadadores,

Em Mocímboa da Praia o Comandante da cidade procedeu ao Encerramento da Capacitação da PRM-Unidade de Protecção de Altas Individualidades (UPAI), que teve duração de um (01) mês, envolvendo 181 formandos. “Capacitamos os nossos colegas para terem mais ferramentas no garante da segurança de altas individualidades, no exercício das suas funções, e às instalações onde funcionam o governo da cidade e outras entidades governamentais”.
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